Comecei a discorrer sobre sites de relacionamento e fiquei atônito ao perceber que discutir este assunto é praticamente escrever uma grande tese. São muitos porquês, muitos parênteses e muitos, mas muitos questionamentos sobre como e por que nos expomos via Orkut, Blogs, Facebook e Twitter, por exemplo. Estudar nossas próprias atitudes é algo simplesmente fascinante, o que faz da psicologia comportamental uma ciência extremamente convidativa e prazerosa. Todavia, não disponho do conhecimento para escrever sobre os porquês mencionados e, por mais que pudesse fazer uma análise subjetiva, esta seria válida para mim somente e, portanto, nada ou pouco acrescentaria a quem lesse o que escrevo.
Recentemente, uma professora nos disse em aula que, se não temos idéias novas que acrescentem algo a alguém, não devemos expô-las pelo simples fato de estarmos perdendo o nosso tempo redigindo e fazendo com que aquele que lê também perca seu tempo. Concordo em termos, afinal, quem escreve nem sempre tem o objetivo de mudar a vida de alguém e quem lê o faz por vontade própria, ou seja, se você lê algo que não lhe acrescenta nada, a culpa é sua e não de quem escreveu aquilo, afinal, o escritor pode ter tido ganas de simplesmente colocar em palavras o que sente, sem visar a público algum. No entanto, tenho de concordar com a idéia de que o tempo daquele que escreve seria muito mais proveitoso se suas linhas trouxessem algo novo, algo que lograsse tocar outras pessoas e as fazer pensar. Desta forma, escritor e leitor não perderiam seu tempo.
Pensando nisso, volto a me indagar sobre os porquês de nos expormos tanto via sites de relacionamento. O mais emblemático destes, a meu ver, é o Twitter. Em poucas palavras, expomos nossas vidas de forma indiscreta e insossa. Dizemos de onde viemos, o que estamos fazendo, aonde iremos, o que pensamos disso e daquilo, julgando coisas, fatos e pessoas como se fôssemos realmente capazes de discernir entre bom e ruim, certo e errado. Julgamos como se esse maniqueísmo existisse de forma absoluta e indiscutível, como se nossas idéias fossem originais e, principalmente, como se o que expomos realmente fizesse a diferença para o exterior e para o interior de nós mesmos. Assim, vamos vivendo de cópias, no estereótipo de buscar pela originalidade e caindo no mundo das asneiras e futilidades.


